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A Primavera dos Museus: Programe-se
A Primavera dos Museus é um evento realizado anualmente pelo Ministério da Cultura para aproximar os museus de sua comunidade. Ao longo de sua história, o MIS tem desenvolvido programas e projetos de ação educativa que convergem para essa interação. Para nós, o museu não é apenas um espaço de reconstituição e representação da memória da participação social, em símbolos, imagens e sons, mas é o próprio campo efetivo de construção social – um espaço plural, vivo, múltiplo e atual.
A programação da Primavera de 2010 expressa essa visão de museu e propõe refletirmos sobre a participação social e suas transformações na construção do Brasil democrático.
Venha ocupar e configurar este espaço que é seu, usufruindo de nossa programação e contribuindo para os debates.
Entrada gratuita.
* Nas atividades assinaladas os participantes receberão certificado.
16 de setembro, quinta-feira, 17h30min
Paradinha Musical: CPC e Sérgio Ricardo
Audição comentada de LPs.
21 a 25 de setembro, terça a sexta-feira, 19h30min, sábado, 16h
Semana do Diretor Renato Tapajós
Exibição e debate de filmes do documentarista
21, terça-feira, Universidade em Crise (1975, 17 min.) e Em Nome da Segurança Nacional (1984, 45 min.)
22, quarta-feira, No Olho do Furacão (2003, 60 min.)
23, quinta-feira, A Luta do Povo (30 min.) e Nada Será Como Antes (41 min.)
24, sexta-feira, Linha de Montagem (1982, 90 min.)
25, sábado, 16h, O Rosto no Espelho (2009, 59 min.)
Renato Tapajós é cineasta e escritor nascido no Pará, vivendo em São Paulo desde os anos 60. Desenvolve um cinema militante das causas que vivenciou: estudante nos anos 60, participou da mobilização estudantil com a câmera na mão, filmou a tomada da Faculdade de Filosofia na Rua Maria Antônia, participou da resistência armada à Ditadura Militar e foi preso em 1969, ficando detido até 1974. Acompanhou, nos anos 70, a resistência popular e sindical à Ditadura, modelando seu perfil de cineasta antenado com os dilemas da contemporaneidade. As temáticas dos direitos humanos e da tortura perpassam sua obra, do memorável Em Nome da Segurança Nacional, realizado a partir de um tribunal organizado pela OAB e outras entidades civis para julgar os crimes dos governos militares, até No Olho do Furacão, abordando a memória de militantes políticos que participaram da luta armada contra o regime, e ainda o seu primeiro filme ficcional, em realização no presente ano, tratando da tortura nos porões da ditadura. Do seu foco nas lutas populares, destaca-se o filme Linha de Montagem, tratando das greves do ABC no período 1978-81, onde se gesta o novo sindicalismo brasileiro, e de onde emerge o projeto de poder encabeçado por Luís Inácio Lula da Silva, hoje na presidência do país. Seu último filme, O Rosto no Espelho, aborda a relação entre produção cultural e participação popular, apresentando o saldo de diversidade cultural que frutifica com o exercício do mais longo período democrático que o país já vivenciou. Renato Tapajós, desde 2000, vive e produz cinema em Campinas.
24 de setembro, sexta-feira, 19h30min
Esse é o Jardim São Marcos?! Pelo olhar de seus jovens
Abertura da exposição fotográfica do Grupo Primavera, em cartaz até 8 de outubro. O Grupo Primavera apresenta o resultado final da oficina de fotografia realizada no primeiro semestre de 2010, no âmbito do projeto “Protagonismo Juvenil”, junto aos jovens de sua comunidade. Num trabalho conjunto que envolveu a entidade, a educadora responsável pelo projeto, Paola Sanfelice Zeppini, a artista plástica Carolina Giannini e a fotógrafa Tatiane Pattaro, a exposição busca mostrar ao público uma percepção mais atenta e cuidadosa dos jovens moradores do Jardim São Marcos sobre suas ruas, suas belezas veladas, pessoas e espaços de interação, tão distanciados dos padrões de modernização das grandes metrópoles. O verbo olhar pode ser usualmente entendido como examinar, observar e até mesmo encarar. No entanto, outras noções de olhar, como contemplar, observar, proteger, tomar conta de, foram trazidas para a proposta de trabalho com esses jovens. Neste sentido, a fotografia como linguagem escolhida para desenvolver esse projeto, fornece apoio e ferramentas para construir um novo olhar sobre essa comunidade. Os resultados traduzem a tentativa dessa construção, que, aliando saberes técnicos e estéticos, traz indicativos da trajetória de poéticas pessoais e do empenho coletivo num caminho recheado de ações, mudanças e transformações que incentivam seus participantes a serem protagonistas de sua própria história.
28 de setembro, terça-feira, 19h
Reconstrução da memória coletiva do Jardim Nova Mercedes*
Relato do projeto da EMEI Carlos Drummond de Andrade, de reconstrução da memória oral do Jardim Nova Mercedes, em parceria com a comunidade, que resultou na produção de livros, fotografias e vídeos e que enfrenta agora um novo desafio: a organização de um memorial e a mobilização para a recuperação ambiental das áreas de nascentes do bairro.
29 de setembro, quarta-feira, 19h
Participação social: crise ou mudança?*
Palestra e debate com Profª Drª Doraci Alves Lopes (PUC-Campinas), que irá abordar historicamente a ideia de participação social e cidadania no Brasil e apresentar as características e mudanças básicas sobre a ideia de participação social no Império e República Velha, no Período Populista (1930-1964), Período da Redemocratização (fins da década de 1970 e década de 1980). Indicará certos dados da complexidade e heterogeneidade da sociedade civil a partir da década de 1980, contexto do neoliberalismo e globalização no país. A questão da disputa de projetos políticos nesta realidade. O surgimento da ambiguidade de noções políticas centrais para os movimentos sociais, como participação social e cidadania. Desafios e mudanças do tempo presente. Exibição de curta-metragem e debate.
30 de setembro, quinta-feira, 17h30min
Paradinha Musical: Geraldo Vandré e Carlos Lira
Audição comentada de LPs.
30 de setembro, quinta-feira, 19h
Um passo de cada vez: o despertar da cidadania*
Lançamento e debate do documentário de Gislaine Raposo e Juliana Siqueira. A Vila Costa e Silva foi um dos primeiros conjuntos de casas populares construídos em Campinas, na década de 1970. A conquista de melhores condições de vida, com escolas, transporte e saneamento básico é fruto da mobilização de seus moradores, desde a formação do bairro. Neste filme, lideranças locais relembram algumas de suas lutas na área da saúde, como o combate à epidemia de esquistossomose e a construção de um centro de saúde, que chegou a ser o maior da cidade. Este documentário é resultado do trabalho de conclusão de curso de graduação em Enfermagem apresentado por Gislaine Raposo à Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, intitulado “Participação Social no Sistema Único de Saúde: memórias de lideranças locais no município de Campinas – SP”, sob orientação da Profa. Dra. Eliete Maria Silva.
Museu da Imagem e do Som de Campinas
Rua Regente Feijó, 859, Centro
CEP 13013-051, Campinas, SP, Brasil
Fone: 55 (19) 3733 8800
E-mail coordenação: mis@campinas.sp.gov.br
E-mail ação educativa: pedagogiadaimagem@campinas.sp.gov.br
Visite nossos site: http://pedagogiadaimagem.sites.uol.com.br
Acompanhe as notícias no blog: http://pedagogia-da-imagem.blogspot.com
Paradinha no MIS – quinta – 24/06 – 17h30
Autor de obra relativamente curta, Dorival Caymmi, nestes dois discos da década de 50 e um fascículo de 1970, nos envolve em sua musicalidade espantosa, fundamental, instintiva e brasileiríssima. Músico que uniu o primário e o sofisticado, cujo sonho era o de “ser o autor de uma ciranda-cirandinha, uma coisa que se perca no meio do povo”, Caymmi rompe fronteiras tanto estéticas quanto temporais ou geográficas. Exímio violonista, precursor da bossa-nova, em 40 anos de carreira pregou a simplicidade e a economia musical, mas suas melodias e harmonias estão entre as mais ricas da música brasileira.
“Eis uma das características fundamentais da música de Caymmi: sua permanência, sua constante atualidade. Sendo seu tema a Bahia, sua vida, seu povo, seu drama, sua luta, seu mistério, sua poesia, seus amores, a morena de Itapoã, Iemanjá e o vento do oceano, a jangada e o saveiro, o mundo da Bahia, não há uma frase sua, uma única, de música ou de poesia, que seja circunstancial, que derive da moda, de uma influência momentânea”. (Jorge Amado)
“Sua maior proeza, no entanto, pode ser resumida na travessia do homem culto que se chegou ao povo, captando-lhe a essência, e devolveu-lhe uma obra a um tempo fiel e revolucionária.” Tárik de Souza
Venha participar. Você pode trazer seu LP (de Dorival) de casa para compartilhar.
Grátis
Paradinha – quinta, 10/06 as 17h30
Trio Surdina
Síntese da criatividade e sadio ecletismo musical, o trio formado em 1952 pelo violonista Garoto, pelo acordeonista Chiquinho e pelo violinista Fafá Lemos foi o primeiro sinônimo de modernidade dos otimistas anos 50 (JK, o surgimento da TV, Copa de 1958). Como não há ficha técnica nos selos nem nas capas, os instrumentistas ficaram em surdina por quase 50 anos, até serem descobertos seus pseudônimos. Considerado como o efetivo precursor da bossa nova – que só assumiria seus contornos definitivos com o lançamento do LP Chega de saudade, de João Gilberto, o conjunto carrega até hoje o charme de sua sonoridade moderna e de qualidade instrumental peculiar.O nome do grupo derivou do programa de rádio Música em Surdina, na Rádio Nacional, que selecionava os maiorais da música instrumental da época , sob direção artística de Paulo Tapajós.
Produzido em estúdio, o Música em surdina estreou em 1952, indo ao ar nos fins de noite, logo após o horário nobre da programação. Considerado pelos pesquisadores Zuza Homem de Mello e Jairo Severiano como “um dos mais originais e cativantes discos instrumentais brasileiros”, Trio Surdina nunca foi reeditado em vinil e CD, o que lhe confere ainda maior valor.
Não perca a chance de ouvir essas preciosidades. Você é nosso convidado.
Sala de Audição
Grátis
Este Sábado: Sketchcrawl
Fotos das outras edições aqui -> http://picasaweb.google.com.br/sketchcrawl.cps
Feira de HQ

O Museu da Imagem e do Som junto a AAMISC (Associação dos Amigos do Museu da Imagem e do Som) convidam para I Feira de HQ do MIS, que irá acontecer nos dias 15, 16 e 17 de abril de 2010, das 10 às 18 horas.
Os expositores poderão trazer coleções particulares, seja para venda, troca ou somente para exposição. Poderão tambem, ser lojistas ou distirbuidores, com intuito de comercializar seus produtos (livros, HQs, Graphic Novels, fanzines, etc)A feira será realizada uma vez por ano, no MIS, localizado no Palácio dos Azulejos, à Rua Regente Feijo, 859/ Centro – Campinas, SP.
Participem!
Mais informações: AAMISC Rua Regente Feijó, 859 – Centro CEP 13013.050 – Campinas/SP tel.: 19 3733 8811 mis.aamisc@gmail.com
SEMANA LUIS BUÑUEL

29/03 – segunda-feira 19h00:
Um cão andaluz
A idade do ouro
31/03 – quarta-feira 19h00:
Viridiana
01/04 – quinta-feira 19h00:
O anjo exterminador
02/04 – sexta-feira 19h00:
O discreto charme da burguesia
03/04 – sábado 16h00:
O fantasma da liberdade
03/04 – sábado 19h00:
Esse obscuro objeto do desejo
Promoção:Negativo Periódico virtual de cinema www.negativoonline.com Local: MIS – Museu da Imagem e do Som de Campinas Palácio dos Azulejos Rua Regente Feijó 859 Centro Entrada franca. Debate após as exibições.
Programação Março
26º Sketchcrawl
Mais uma edição do Sketchcrawl acontece dia 27 de fevereiro (sábado) em Campinas (veja sobre o evento do ano passado). A participação de Campinas já está confirmada no fórum oficial do evento.
Para participar, envie email (somente nome) a sketchcrawl.cps@gmail.com e apareça em frente ao MACC/Biblioteca Municipal, no centro da cidade, as 14h.






























