Sobre

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A Associação dos Amigos do Museu da Imagem e do Som de Campinas é uma entidade civil sem fins lucrativos e sem vínculos políticos, fundada em 1998, tendo como finalidade promover e apoiar as atividades fins do Museu da Imagem e do Som criado através da Lei Municipal nº 4.576 de 30/12/1975, e atividades afins, estimulando, desenvolvendo e contribuindo para atividades de caráter cultural e artístico, cabendo em especial:

  • Apoiar o programa de processamento técnico, de conservação e restauração dos acervos museológico, bibliográfico e arquivístico do MIS);
  • Apoiar e/ou promover atividades culturais tais como: cursos, conferências, seminários, exposições, mesas redondas, congressos e conclaves de tipos e naturezas diversas, destinadas à divulgação dos temas constantes de seu objeto, intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos, com outras entidades no País e no exterior;
  • Promover treinamento, capacitação profissional e especialização técnica e científica de recursos humanos voltados ao objeto da Associação;
  • Atuar junto aos poderes organizados – Legislativo, Executivo e Judiciário, no âmbito Federal, Estadual e Municipal – visando o advento e aperfeiçoamento da legislação e dos procedimentos atinentes ao patrocínio e divulgação do patrimônio histórico cultural da Associação;
  • Sugerir publicações relacionadas com as produções técnico-cientificas do MIS, especialmente nas áreas de museologia, de arte, de história e de ciências afins, de acordo com o programa editorial do MIS;
  • Incentivar a integração do MIS com a comunidade, através da promoção de campanhas de mobilização e esclarecimento de opiniões públicas acerca dos objetivos do MIS;
  • Angariar recursos financeiros, materiais e técnicos, firmar convênios com outras instituições públicas ou privadas, visando o desenvolvimento de programas e projetos definidos pelo MlS;
  • Contribuir para o enriquecimento do acervo de acordo com a política de aquisição definidas pelo MIS;
  • Apoiar a conservação e restauração do espaço físico das edificações existentes no MIS;
  • Promover a divulgação das obras e objetos do acervo do MIS e a comercialização dos produtos baseados no acervo e decorrentes das atividades realizadas pelo mesmo;
  • Prestar serviços de assistência técnica, em conformidade com suas conveniências, firmar acordos operacionais ou outras formas de contrato, com instituições públicas ou privadas, através da realização de estudos e pesquisas, serviços técnicos de restauro, cópias etc;
  • Elaboração e implementação de projetos, desde que não conflitem, por sua natureza, com o objeto precípuo da Associação;
  • Propor e gerir projetos culturais, artísticos e de preservação da memória na área de Artes Visuais, Música, Teatro, Dança e Arquitetura.

De 1998 a 2005 a AAMISC viveu um lento e gradual processo de consolidação e reconhecimento, que a tornou uma referência cultural, como entidade que atua não apenas em um espaço arquitetônico, mas no âmbito do município promovendo a educação audiovisual e estimulando a manifestação cultural audiovisual na cidade de Campinas.

A partir de 2006 em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Campinas, a AAMISC passou a desenvolver projetos culturais, visando atuar progressivamente nas mais diversas áreas de manifestações culturais da imagem e do som no município.

ONDE ESTAMOS:

MIS Palacio dos Azulejos

O Palácio dos Azulejos é um documento arquitetônico cuja trajetória testemunha as transformações urbanas e sociais registrada no transcurso do final do século XIX ao início do século XXI.

O prédio é símbolo da “modernidade” de Campinas no século 19.

A história do Palácio dos Azulejos começa em 1878, com a construção de duas residências contíguas, pertencentes a Joaquim Ferreira Penteado (que em 1882 receberia de Dom Pedro II o título de Barão de Itatiba) e Antônio Carlos Pacheco e Silva.

Em 1908, o prefeito Orosimbo Maia comprou a residência da esquina, do Barão de Itatiba, para instalação do Paço Municipal e, em 1916, o prefeito Heitor Teixeira Penteado comprou a outra residência, dos herdeiros de Antônio Carlos Pacheco e Silva, para ampliação do Paço. Nas comemorações do centenário da Independência, em 1922, instalaram-se no prédio a Assistência Pública e o Fórum.

Palácio dos Azulejos

Em 1953 foi construído um anexo para adequação das repartições públicas, mas não foi o suficiente. Em 1956, deu-se uma permuta com a Santa Casa, que recebeu o prédio em troca de um terreno para construir o novo Paço Municipal, onde é hoje o Palácio dos Jequitibás.

Em 1966, o prefeito Ruy Novaes anunciou um projeto de demolir o Palácio para construir um prédio de estacionamento, mas em 1967 ele foi tombado pelo DPHAN (Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Em 1968, com a inauguração do Palácio dos Jequitibás, a Prefeitura foi transferida, mas continuaram no prédio algumas secretarias, como a de Bem Estar Social, além do Departamento de Águas e Esgotos e do Pronto Socorro.

Em 1970, o prefeito Orestes Quércia tentou anular o tombamento, mas não conseguiu. E o prédio recebeu também o tombamento do Condephaat, em 1981, e do Condepaac, em 1988.

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Em 1996, a Sanasa deixou o prédio para a CSPC (Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural), Arquivo Histórico e MIS (Museu da Imagem e do Som).

De 1997 a 2000, houve um início de intervenções de restauro do prédio, mas sem finalizações, e ele ficou em estado de abandono até que, em 2001, o prefeito Antonio da Costa Santos tomou posse e montou gabinete no prédio, onde instalou reuniões do Orçamento Participativo.

Nesse mesmo ano, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) aprovou o projeto de restauro, em 2003, que se concretizou em 2004.

Já teve vários usos: como solar residencial até 1908 e sede do governo municipal até 1968, quando foi transformado na sede da Sanasa. Em 1996 seu uso foi transferido para a Secretaria de Cultura, e, desde então, o objetivo de uso (segundo o conceito contemporâneo de se instalar instituições museológicas em prédios históricos) foi para sede do MIS.

O Museu da Imagem e do som (MIS), criado em 1975, através de lei municipal (4576/75), nestas mais de três décadas de existência preservou um significativo conjunto de imagens e documentos audiovisuais, que se destaca como fonte de pesquisa sobre a história da cidade e região.

O acervo do MIS tem um dos mais significativos conjuntos de imagens (fotos, filmes, vídeos, slides, discos, fitas e negativos) sobre a história cultural de Campinas e sua região, atraindo pesquisadores de todo o país.

O acervo fotográfico tem mais de oito mil imagens, o de vídeo 1.700 fitas, o de música cerca de 20 mil títulos e há 430 filmes de 35 mm, 16mm e Super 8, parte deles produzidos em Campinas nos anos 50 e 60.

Há também um acervo de objetos tecnológicos, doados ou tornados obsoletos, como câmeras e materiais fotográficos,

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aparelhos de TV e de rádio, gramofones, etc.

Existem, ainda, importantes coleções de fotografias que registram desde atos oficiais até a presença de operários, estudantes, artistas e outros anônimos. A Coleção Henrique de Oliveira Júnior compõe-se de 1,2 mil imagens da administração municipal nas décadas de 1950, 60 e 70.

A Coleção Biblioteca Municipal tem 689 imagens, a maioria de 1870 a 1940; a Coleção MIS, com 3.980 imagens documenta a evolução urbana e a vida cultural de Campinas entre 1890 e 1980, e a Coleção Austero Penteado tem 290 imagens que documentam principalmente a vida rural da cidade no início do século 20.

junho 8, 2009 Post Under - Read More

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